Nós, do CQConect fizemos uma pequena homenagem pra o crespo mais liso e amado do CQC Felipe Andreoli, que ele tenha bastante saúde, paz, amor e muito sucesso. Que ele continue sendo essa pessoa incrível que ele é!!
A São Paulo Fashion Week chegou ao fim na sexta-feira, dia 22, e Felipe Andreoli, do humorístico Custe o Que Custar, da Band, foi uma das atrações do dia.
O comediante apresentou o desfile da grife carioca Reserva com discurso sobre o culto a celebridades. O ESTRELANDO conversou com o apresentador que revelou não gostar da chamada reality show.
- Vocês nunca vão me ver em nenhum reality show, prefiro fazer canal comunitário, dar informação sobre trânsito na estrada - disse.
Apesar de não se considerar famoso, o comediante reconhece que o CQC o fez conhecido em todo Brasil. Para ele, o que importa é entender que isso é passageiro e aproveitar o momento.
- Eu não me acho famoso, mas acho que isso não vem de mim e, sim, das pessoas. Eu gosto do carinho delas, fico feliz em ter reconhecimento do meu trabalho. Se daqui a dois, três dias ninguém falar comigo, eu vou ficar ótimo – explicou.
E como será que Felipe encarou o desafio de trocar as câmeras pelas passarelas?
- Foi super divertido, adorei fazer. Dá um friozinho na barriga, isso é sempre bom. É gostoso – contou.
Hoje uma das integrante do blog ta completando mais um ano de vida ! e as meninas do cqconect ñ poderiamos deixa de homenagiar vc né!? michelli desejamos a vc uma vida plena de paz ,amor ,saúde e felicidadess que deus abençôe vc q ele ti ilumine sempre !!!bjoss adoramos vc moça .
Programa "É Tudo Improviso" substitui "CQC" nas férias
É Tudo Improviso" tem a sua estreia confirmada na Bandeirantes, dia 11, às 22h, nas férias do "CQC", confirmando nota há muito tempo divulgada neste espaço.
Marco Luque, do "CQC", participa do primeiro programa "É Tudo Improviso", da Band
Trata-se de um programa de auditório onde seis atores contracenam sob a batuta de um mestre que controla a duração dos diversos jogos de improviso através de uma campainha.
Cada semana um comediante de stand up e um artista conhecido serão convidados para participar do programa. O primeiro por sinal será Marco Luque do elenco do "CQC".
Uma banda ao vivo e composta por quatro músicos também faz parte do espetáculo, interagindo o tempo todo, com repertório variado e criando efeitos sonoros. O improviso, a música e a participação do público transformam o que acontece num grande evento.
No palco, Marcio Ballas é o mestre dos consagrados atores de "Os Barbixas": Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento, Elídio Sanna e também Marco Gonçalves, Critiane Werson e Marianna Armellini.
Esse é o grande gancho: tudo no improviso; nada é combinado.
Marco luque passa a virada do ano em festa na Bahia
o repórter do CQC Marco Luque e o ator Caio Castro passaram a virada na festa de réveillon Morro de Amores, na ilha de Morro de São Paulo, em Cairú, na Bahia. Acompanhado pela nova namorada, Roberta Debiase, Marco evitou ser clicado ao lado da moça. Caio estava animadíssima, subiu ao palco para dançar com a banda e até trocou de camisa, deixando o abdômen à mostra, para o delírio da mulherada.
CQC e Caminho das Índias são destaque na premiação Poptevê
Foi divulgada na semana passada a lista com os vencedores do prêmio “Melhores do Ano PopTevê”, de 2009. O Grande destaque ficou para o programa “CQC”, da Band, e a novela “Caminho das Índias”, que obteve três conquistas.
Escolhido em votação popular, o “Custe o que Custar” foi escolhido pelo segundo ano consecutivo como o Melhor Programa, dessa vez com 31,77% dos 36.941 votos. Recentemente o CQC recebeu também o Prêmio Extra de Melhor Humorístico.
Um dos maiores sucessos na TV atual, "Caminho das Índias", da TV Globo, teve 4,93% dos 31.815 votos como Melhor Novela do ano. Além dessa vitória, Bruno Gagliasso, que deu vida ao esquizofrênico Tarso, ficou com 38,36% dos votos e o título de Melhor Ator. "Aprendi muito com o Tarso. E acho que as pessoas passaram a conhecer mais sobre a esquizofrenia e a deixar o preconceito de lado. Foi um personagem muito importante, para o qual me dediquei muito. Fico feliz que ele tenha agradado", analisa Gagliasso.
Dira Paes, eleita "Melhor Atriz" pela interpretação da fogosa Norminha, também de "Caminho das Índias", recebeu 37,56% dos 48.027 votos, na frente de Alinne Moraes, que dá vida à Luciana em "Viver a Vida", com 17,64% dos votos.
"Maysa - Quando Fala o Coração", minissérie de 9 capítulos escrita por Manoel Carlos e dirigida por Jayme Monjardim, ficou como Melhor Série, com a agradável marca de 31,62%, além de Atriz Revelação, para Larissa Maciel, com 32,91% de votos, e Mateus Solano, como Ator Revelação, teve a votação mais fácil, com amplos 64,14%.
Rafinha Bastos, Marcelo Tas e Matco Luque, os apresentadores do CQC
Marcelo Tas deixa "mundo chato " de lado e inventa noticías para crianças
Em seu mais recente projeto, Marcelo Tas mudou de visual e de conteúdo. Saem terno e gravata pretos, característicos do "CQC" (Band), entram terno e gravata brancos para o "Plantão do Tas - Retrospectiva 2009", que vai ao ar na próxima quinta, pelo canal infantil Cartoon Network.
A outra mudança é mais significativa: o jornalismo irreverente, às vezes até mordaz, exibido no semanal que comanda ao lado de Marco Luque e Rafinha Bastos, dá lugar a notícias inventadas no infantil --ou seja, não há mais jornalismo.
"O mundo real é muito chato", diz Tas, explicando os motivos para que a equipe do programa escolhesse temas que mexessem com o imaginário das crianças, como pinguins que decidem morar em geladeiras por conta do calor. "Queremos ser a porta de entrada para assuntos como meio ambiente e política."
O apresentador Marcelo Tas troca o terno preto do "CQC", da Band, pelo branco, no canal Cartoon Network
Além disso, Tas acrescenta que "a notícia realista é contaminada", mas parece se esquecer da fórmula bem-humorada que usava nos anos 80, quando fazia o repórter Ernesto Varela, e que ainda usa no "CQC" para driblar essa contaminação.
No novo formato, que após a retrospectiva terá cápsulas diárias de dois minutos a partir do dia 4 de janeiro, a produção é da argentina Cuatro Cabezas --também responsável pelo "CQC"-- e Tas divide a bancada com dois repórteres-mirins: Iolanda Violeta (Gabriella Mustafá) e Hugo Mascarenhas (Marcos Oliveira).
Durante as gravações da retrospectiva, acompanhadas pela Folha, Tas funciona como verdadeiro professor para as crianças, dando dicas de posicionamento e de tempo para as falas. "Quanto mais rígidos no formato de telejornal, mais liberdade temos para o absurdo no conteúdo", explica ele.
Você é um sujeito muito crítico quanto a essa questão das celebridades e ao mesmo tempo está num programa que, ao desconstruir e agredir esse meio, acaba contribuindo para fazer com que ele apareça. Como você se situa nisso?O CQC pode ser um veículo muito poderoso para algumas figuras que a gente critica, mas é parte do jogo. É um programa arriscado e a gente gosta disso. Trabalhamos numa fronteira do jornalismo com o humor. Muitas vezes resvala numa região arriscada e por isso as pessoas gostam do programa. Não podemos cair na tentação do desrespeito, mesmo ironizando uma figura. A gente não gosta do Sarney, por exemplo, que é uma das figuras mais nocivas à República brasileira, mas tenho que tratar o cara dentro desse limite para não usar as mesmas ferramentas que ele usa, como o desrespeito à sociedade, a censura, a truculência. Agora, a gente sabe que figuras como ele podem se beneficiar do CQC sendo simpáticas ou caras de pau. O Maluf, por exemplo, fala muito com o CQC. Ele sabe que é importante usar o programa como um veículo. A gente dá o espaço. É importante porque senão estaríamos sendo os manipuladores.
O humor crítico no Brasil mudou nos últimos 10 anos?Poderia ter mudado mais. O público quer mais ousadia que a gente oferece. Por isso o CQC, na minha visão, causou tanto impacto. Dele para a última ousadia da televisão tem pelo menos cinco anos, que foi o Pânico. Nem é a mesma praia, mas foi uma grande ousadia. E do Pânico para a ousadia anterior, que foi o Casseta e planeta, tem mais cinco ou oito anos. Acho lamentável porque esses programas mostram que o público gosta da ousadia, da irreverência.
Tem alguma coisa que você não goste no CQC?Muitas. Acho que ainda é um programa muito sexista, uma coisa que é inevitável porque é muita testosterona, muito macho e, às vezes, passa do tolerável na questão do machismo ou da grossura. Agora, com a Mônica (Iozzi), a gente está procurando trabalhar uma outra região e, mesmo assim, a gente não pode cair no outro lado da moeda. É um equilíbrio muito delicado, mas gostamos de acelerar, passar bem perto do ponto onde o carro pode capotar, porque esse é o nosso esporte.
Quanto há de Ernesto Varela, uma de suas primeiras experiências com jornalismo e humor, no CQC?O DNA é parecido, é o mesmo. No CQC cada um dos meninos desenvolveu o seu próprio repertório. O Varela era um guerrilheiro, ele e sua equipe, dentro de uma trincheira, quase um ET no jornalismo brasileiro. O CQC é um canhão em rede nacional, com estrutura que jamais tive. Sempre sonhei com o CQC.
Você costuma dizer que hoje, quem não sabe ouvir está perdido. O que significa saber ouvir no Brasil contemporâneo?Quem não ouve está fora do jogo, fora da brincadeira. As pessoas, as empresas, os jornais, os pais, os professores, quem não ouvir hoje dançou por causa da velocidade da rede. Qualquer coisa que a gente faça hoje é em rede, inclusive as coisas antigas. Mesmo os jornais de papel são feitos em rede. Mesmo que não tenha um twitter ou não seja interessado nisso, você já está nessa era, todos nósestamos. Estou falando de empresas, escolas, namorados, tios, sobrinhos. Eu gosto muito disso. Acho que quem trabalha com comunicação vive uma era muito especial e procuro olhar justamente quem está fazendo coisas legais.
Como encara a superexposição das pessoas na internet? Seu twitter é um dos mais seguidos do Brasil. Essa superexposição não multiplica o vazio?Se tem esvaziamento ou aprofundamento, depende da gente. O que tem hoje nessas ferramentas é uma velocidade muito alta e uma capacidade de atingir pessoas que você nunca atingiu. No meu caso tem uma coisa extra, que é a capacidade de ouvir pessoas. A televisão não permite isso, é um veículo surdo onde as pessoas só falam e onde fui forjado. Passei duas décadas de trabalho só falando e ouvindo muito pouco as pessoas. O twitter é um lugar onde ouço as pessoas. Passo o dia ouvindo muito e em silêncio a maior parte do tempo.
Nunca antes na história deste país aparece em diversas listas de mais vendidos. A que você atribui este sucesso?A um interessee um desconhecimento, por incrível que pareça, sobre a história do Lula. Estou chocado com a pesquisa que fiz para o livro. Descobri muita coisa que não sabia do presidente, e olha que corro atrás dele desde 1983. Mesmo com toda essa mídia em cima dele até hoje existem lacunas. O Lula tem uma personalidade muito de horário comercial. Ele está sempre trabalhando e nunca com a postura desarmada. Fala pouco com a imprensa. E tem outra questão. Tem gente que acha o Lula um péssimo presidente e tem gente que acha que ele é um gênio. Como não acho nenhuma das duas coisas, me interessou fazer um livro que não tomasse partido e, como quase tudo que faço, acabou criando uma dúvida até sobre qual é o meu partido. Chamo isso de bipolaridade que a gente tem em relação ao Lula. Se você faz uma crítica é porque você é contra; se você elogia, é a favor. Acho que há uma falta de maturidade no Brasil em relação a uma estabilidade democrática, a gente ainda age com espírito meio de Guerra Fria. Nesse livro procuro contribuir um pouco para isso causando mais confusão. As pessoas nunca sabem se sou lulista, se sou tucano. Aliás, sou acusado das duas coisas.
Você ora é acusado de ser governista, ora de ser oposição. Qual seu time, afinal?Não tenho compromisso com nenhum partido. Já votei em todos os partidos. Isso é uma coisa de que me orgulho muito. Minha tarefa neste mundo é de espírito de porco, estou cada vez mais convencido disso. Na última eleição cometi uma ousadia. Nunca tinha votado no Democratas e votei no Afif Domingos. Para mim, não tem mais diferença entre ter Afif ou Suplicy. Não há diferença entre PT e Democratas enquanto ética ou crença em uma democracia. Os dois acreditam na democracia e têm defeitos graves. Não é um compromisso partidário ou ideológico que guia minha vida, porque acredito que a mudança não vem daí. Por isso até admiro o presidente. Lula tem nos seus maiores pecados, às vezes, suas virtudes. Um cara que abraça o Jader Barbalho tem que ter estômago de avestruz. É um cara muito contraditório. Mas ele tem ao mesmo tempo esse estômago que faz com que consiga tocar o país com relativo sucesso na área econômica e até na área política.
Gostaria de mandar um recado para Lula ou Dilma?Será que eles vão ouvir? Meu recado seria esse: ouçam mais as perguntas. Acredito que os políticos não precisam ter medo de se expor. E acredito que o presidente é o cara. Ele não precisava se cercar tanto, poderia se expor mais, dar mais a cara para bater porque é capaz de sair de qualquer situação. O Brasil pode ser um país respeitoso e divertido ao mesmo tempo. E a gente pode tratar a política com contundência, mas também com humor. Temos que aprender um pouco a sair de uma seriedade falsa que geralmente está muito estampada no Senado, o que menos aprendeu essa lição da democracia. O Senado é blindado, as pessoas não são permeáveis, são pessoas muito sérias, cheias de problemas na Justiça, mas seriíssimas, impenetráveis
CQC é eleito pelos leitores do JB o melhor programa de tv em 2009
O público até pode traçar paralelos com o tom ácido e irreverente do TV Pirata, que marcou história na televisão brasileira, ou com o bem-sucedido deboche do Casseta & Planeta. Mas o CQC (Custe o que Custar), exibido pela Rede Bandeirantes desde 17 de março de 2008, encontrou uma personalidade própria dentro do humor brasileiro. E olha que o modelo é argentino – o programa Caiga quien Caiga, transmitido desde 1995 no país vizinho. A adequação da fórmula à TV nacional vem dando certo, como comprova a eleição como o melhor programa de 2009, através dos votos computados pelo JB Online.
– O CQC é um projeto que passou por algumas adequações ao desembarcar no Brasil. Originalmente, era mais político do que voltado para o mundo do entretenimento. A princípio, ir aos teatros e às baladas não estava muito previsto. Mas o brasileiro gosta do universo das celebridades – sublinha Rafael Cortez, que tem experiência como clown e na stand up comedy.
Apresentado por Marcelo Tas, com Marco Luque e Rafinha Bastos, na bancada, e Cortez, Felipe Andreoli, Danilo Gentili, Oscar Filho, na reportagem, o programa ganhou, em setembro, o reforço da primeira “mulher de preto”, Mônica Iozzi, escolhida num concurso através do voto do público. Outro destaque do ano no CQC foram as matérias realizadas no exterior.
– Investimos na variedade de assuntos. Coberturas como a do Festival de Veneza foram marcantes – diz Andreoli, referindo-se à polêmica na qual se envolveu Rafael Cortez ao invadir o tapete vermelho para falar com celebridades presentes ao evento na edição de 2008.
Cortez confirma o risco que correu.
– Na hora deu medo, mas foi demais – relembra o repórter, que acabou detido pela polícia italiana.
Outras reportagens chamaram a atenção, como a vitória histórica de Barack Obama nos Estados Unidos e as centradas na Copa de 2010 e na conquista do Rio de Janeiro ao posto de sede das Olimpíadas de 2016.
– Esta cobertura foi bem legal, ainda que eu não seja particularmente favorável à escolha do Rio para sediar as Olimpíadas. Afinal, há outras prioridades – opina Andreoli.
Rafael Cortez enumera outras empreitadas memoráveis.
– A cerimônia da 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia, em Lima, valeu pelo ineditismo. Falei num portunhol sem vergonha. E tiramos leite de pedra no Festival de Cannes desse ano – admite o repórter.
A matéria sobre pedofilia na internet, realizada graças à participação de uma atriz, que entrou em salas de bate-papo passando-se por adolescente, espelha uma importante faceta de denúncia do CQC, perpetuada em quadros como o Proteste já!, no qual Rafinha Bastos destaca problemas variados e cotidianos, como prevenção contra a dengue, sistema precário de transporte e dificuldades enfrentadas por portadores de deficiência.
O mundo político é um capítulo à parte. Numa medida polêmica, os integrantes do CQC foram proibidos de fazer matérias dentro do Congresso Nacional.
– Ao longo do tempo, o programa foi encontrando o seu limite. Em relação aos políticos, é legal incomodar até porque nos sentimos representando o que as pessoas gostariam de expressar. Mas não procuramos ser agressivos com os artistas. Não perguntamos para ofender. A proposta não é rir da cara das pessoas – garante Andreoli.
Os políticos, claro, não são entrevistados fáceis.
– O Fala na cara não foi para frente porque os políticos não toparam participar – frisa Andreoli, em relação ao quadro em que pessoas eram abordadas na rua por um repórter do CQC, que fazia perguntas sobre o político convidado a ir ao programa naquela semana. – Já Paulo Maluf é quase uma lenda. Às vezes, dá vontade de continuar conversando com ele com a câmera desligada para ver se permanece igual.
Entre os bons entrevistados, Andreoli destaca o atleta César Cielo, a atriz Juliana Paes e o cantor Luciano. Quadros voltados para entrevistas com celebridades, como o Repórter inexperiente, deixam saudade.
– Danilo ficou imortalizado na galeria dos humoristas brasileiros com este quadro – elogia Andreoli.
Por mais que os repórteres do CQC sigam uma pauta pré-estabelecida, o improviso é ingrediente fundamental no dia a dia da atração.
– Às vezes, os entrevistados nos surpreendem e no improviso damos uma réplica melhor do que qualquer frase pensada. Em geral, ficamos muito expostos – ressalta Andreoli. – Não sabemos quais as respostas que iremos ouvir. E nossa edição não privilegia só os melhores momentos do repórter.
O apresentador do "CQC" fala sobre brigas com colegas de profissão, censura e o livro que lançou com frases do presidente Lula
Ao longo de quase 30 anos de carreira, Marcelo Tristão Athayde de Souza construiu uma das histórias mais respeitáveis da televisão brasileira. Uma das mentes mais inventivas e produtivas do meio, foi um dos desbravadores do vídeo no País ao integrar o núcleo criativo da produtora Olhar Eletrônico, no início dos anos 80, ao lado de nomes como Fernando Meirelles. Fez história ao encarnar Ernesto Varella, repórter fictício capaz de mexer com os nervos de políticos históricos no tenso período de redemocratização do Brasil. Criou o “Rá-Tim-Bum” e transformou a forma como as crianças brasileiras consomem televisão. E, desde março de 2008, é a força-motriz do “CQC”, programa jornalístico-humorístico produzido pela TV Bandeirantes.
Aos 50 anos, o paulista de Ituverava, casado e pai de três filhos, recebeu a reportagem de ISTOÉ no estúdio onde grava o “CQC”. Ao mesmo tempo que baixava na tela de seu smartphone o roteiro do programa que gravaria horas depois, encarou todo tipo de pergunta, mas não disse em quem votou na última eleição presidencial. Imerso na cultura digital – seu perfil no Twitter é um dos mais seguidos no Brasil –, diz que busca refúgio no hinduísmo, na meditação e na filosofia para enfrentar a rotina. “Voltaire – pseudônimo do iluminista François-Marie Arouet (1694-1778) – é o meu queridinho",diz
Equipe do CQC e atacado por taxistas em Ciudad Este
Na fronteira para a realização de matéria que deve ir ao ar ainda este ano, uma equipe do programa CQC, da Bandeirantes, foi hostilizada e atacada por taxistas de Ciudad del Este, em incidente ocorrido na tarde de terça-feira (15), nas imediações da Ponte da Amizade. De acordo com testemunhas, a revolta dos taxistas teve início com o rumor de que os cinco homens, que tomavam imagens nas proximidades da passarela fronteiriça, teriam comprado armas de brinquedo e “tijolos” de farinha, para simular a passagem de substâncias ilícitas pela fronteira.
O objetivo seria mostrar, com imagens captadas à distância e através de microcâmeras, as facilidades para burlar a fiscalização e introduzir substâncias ilegais em território brasileiro.
Ante a hostilidade dos trabalhadores do volante, os cinegrafistas e técnicos Renato Santos Pimer, João Gonçalves, Alexandre José de Souza, Agustín Manuel e Sebastián Marcelo Kodax, os dois últimos, da produtora argentina que detém os direitos do programa, tiveram de solicitar auxílio policial.
Os estrangeiros foram levados à delegacia da Polícia Nacional no bairro San Agustín, onde negaram as acusações dos taxistas e afirmaram que as filmagens eram para ilustrar um programa que irá ao ar no mês de janeiro, sobre o qual não deram detalhes adicionais.
No último sábado (12), Rafinha Bastos, apresentador do CQC e repórter do quadro de denúncias “Proteste Já”, esteve na aduana brasileira da Ponte da Amizade para a gravação de cenas e entrevistas com autoridades da Receita Federal do Brasil (RFB).
Em suas andanças, Bastos esteve, também, em Brasília, motivo pelo qual, estima-se que o foco da matéria esteja relacionado às falhas na fiscalização federal na região fronteiriça ou à demora para a aplicação da chamada “Lei dos Sacoleiros”. A produção do CQC mantém o tema em sigilo.
Quem está acostumado a ver Felipe Andreoli fazendo brincadeiras e divertindo os telespectadores com suas sacadas inteligentes no CQC (Custe o Que Custar), exibido pela Band, nem imagina que o Homem de Preto muitas vezes não gosta de bom humor.
O repórter, que será o enviado especial do programa para cobrir eventos internacionais no próximo ano, entre eles a Copa do Mundo realizada na África do Sul, confessou que muitas pessoas confundem o tom irônico e bem-humorado dos homens de preto nas reportagens, com suas personalidades fora do trabalho.
"É comum ver as pessoas nos chamarem de metidos, já que nem sempre estamos rindo e brincando. Temos jeitos diferentes. Eu, por exemplo, sou mais reservado e gosto de ser discreto nos lugares, quando não estou trabalhando. O Rafael também já é mais tímido. Não é porque brincamos o tempo todo na tevê, que acordamos todos os dias rindo. Aliás, quem já acorda rindo me irrita", brincou Felipe.
O última edição de 2009 do CQC vai ao ar dia 29 próximo. Depois, o humorístico sai de férias para a entrada da programação especial de verão da Band.